DIA 14/01 (sábado)
Durante todo dia chegaram pessoas vindas de Curitiba (Irmã Juliana), S.Paulo, Salvador, Recife (Morena), Ibirité-MG (Ângela Amorim), além dos de Brasília. Ao final da tarde formou-se um grupinho que discutiu temas religiosos que despertavam curiosidade ou que tínhamos dúvidas, com a participação de Pe. Irala. Tudo muito informal e permeado de brincadeiras e risos.Tivemos Missa

e seguimos para a casa de Bianca e Aline,

onde fomos recepcionados também por seus pais Virgínia e Onildo, com um gostoso lanche/jantar. Retornamos para o Centro Cultural, onde estamos hospedados, para merecido descanso.
DIA 15/01 (domingo)
Após o café da manhã tomamos um ônibus especial para fazer nosso turismo pela Cidade. Iniciamos pelo Santuário da Mãe Rainha Três Vezes Admirável,

onde Pe. Irala falou um pouco sobre o OPA.

O local é amplo e belíssimo!
Seguimos para a ermida de D.Bosco,

à beira do lago,

com oração feita por Clara Bernardes e Isabel Cintra, usando a letra da música “Tantos” e expressão corporal.
O tempo estava frio e choveu um pouco. Prosseguimos para o Jardim Botânico,

onde tivemos nosso lanche e a oportunidade de conhecer um local onde a natureza é exuberante!
Nosso almoço foi na casa de Kátia,

com muita alegria pelo encontro com muitos da família Paranhos.
Bem animados e sonolentos seguimos para o Palácio da Alvorada, Esplanada dos Ministérios e Catedral,

onde saltamos para visita e foto na tradicional cruz (vide nosso CD “Valeu a Pena”). Encerramos nosso turismo visitando a feirinha de artesanato,

junto à Torre de TV.
Retornamos para o Centro Cultural, onde tivemos nossa Missa,

oportunidade em que Pe. Irala explicou didaticamente algumas das partes da celebração, questionando, no Credo, nosso entendimento sobre “desceu à mansão dos mortos”.

Seguimos com nosso jantar e pequeno plenário, onde cantamos duas canções e estabelecemos algumas funções para o bom andamento do nosso encontro nacional.
DIA 16/01 (SEGUNDA-FEIRA)
No café da manhã, a oração foi feita por Marcela,

com a música “Canção das Crianças”. No plenário, após alguns cantos, Pe. Irala fez a reflexão, cujo resumo compartilho com vocês:
“O OPA acabou. Tenho falado isso ultimamente significando que terminou uma etapa, a etapa do discipulado. Em 2009 começamos novo OPA – o OPA Missão – o OPA para o mundo. Antes o OPA era para dentro , agora ele é para fora. O que Cristo fez em 3 anos (discipulado) eu fiz em 30 anos. Vocês farão milagres maiores que os meus.
No universo tudo pulsa; desde que nascemos nosso coração pulsa – sístole e diástole – sangue para dentro e para fora. Tudo para dentro, inicialmente, depois a explosão para fora. Reproduzir isso no OPA é reproduzir a vida. Iniciamos a etapa ‘para fora’.
A Igreja e o mundo passaram por um século muito intelectual, que foi o século XIX. Percebi isso já no seminário quando comecei a sair tocando meu violão, catequisando com sentimento e, não só, com intelecto. Essa ‘intelectualização’ criou muitas personalidades bipolares na parte espiritual e material: um dualismo. Percebi depois que esse sentimento não era só através da música, mas das artes.
Deus se comunica em códigos e os códigos estão nas artes. Por que Deus se comunica em códigos? Porque não existe outra maneira, porque Ele é ‘outro’ Ser. O ‘código’ de Deus veio através de Jesus Cristo. São João da Cruz exemplificou: se Deus aparecesse a nós é como se fossemos colocados em frente ao sol, torraríamos na hora e perderíamos a visão. Então Ele se traduz em códigos. Por exemplo, na aparição de anjos. (Gabriel, Rafael, Miguel e outros).
O anjo Rafael encontramos na história de Tobias – traz o remédio – anjo da saúde.
O anjo Miguel é da tradição hebraica e está citado no livro de Daniel.
O anjo Gabriel é muito conhecido, pois foi quem anunciou a Maria e a Isabel. É o anjo anunciador.
São Tomaz de Aquino buscou traduzir a história dos anjos: antes da criação só existia Deus e os anjos – belos e maravilhosos – que não eram pessoas como nós, mas espécie. Deus criou os anjos como espécie e eram miríades de anjos, até que um dia, Deus os chamou, mostrando o futuro e a segunda pessoa da SSma.Trindade que se faria um ser humano (Cristo). Um grupo grande de anjos liderados por Miguel disse sim a esse ‘futuro’ e que serviriam a esse Senhor, enquanto Lúcifer, o anjo mais bonito , chamado portador da luz, negou-se . Houve então uma guerra entre eles na qual Miguel saiu vencedor e Deus então criou um espaço pra Lúcifer e seus seguidores chamado Inferno. É um código para explicar toda visão de seres maravilhosos que aparecem em toda historia e cultura.
O conhecimento é uma roda: ver para crer e crer para ver. A ciência e a fé não são antagônicas, mas complementares.
Segundo Young, quando num sonho você ouve uma voz, essa voz vem do Self, ou seja, do mais íntimo do nosso ser e deve ser obedecida”.
Após a reflexão Pe. Irala disse que começaríamos trabalhando em quatro grupos:
1- multi-mídia;
2- catequese de crianças até a 1ª Eucaristia;
3- catequese de Crisma;
4- catequese de adultos
dividindo o grupo conforme a escolha de cada um.

Em seguida Digão falou um pouco sobre a AOPA – Associação Grupo OPA – Oração pela Arte, lendo carta enviada pelo atual presidente PC Bernardes, transcrita a seguir:
CARTA ABERTA AO OPA
Salve amigos…antes de mais nada, que Deus abençoe esse momento mágico onde nos encontramos e alimentamos nossas almas.
Depois, saudades. É estranho escrever uma carta ao Nacional, e não estar nele…pelo menos por enquanto.
Mas como tenho aprendido a não discutir mais com Deus…acho que embora não esteja aí agora, estou onde devo estar, no tempo que devo estar e fazendo o que tenho que fazer.
Diga-se de passagem, praticamente fazendo um Nacional a cada dia.
Muitos dizem de vez em quando “…a vida infelizmente não é um OPA…”
Discordo, e cada vez mais posso provar.
O Mundo realmente não é uma casa de encontros, e nem todos os que encontramos são “opistas”, mas NÓS SOMOS, e muito do que aprendemos e exercitamos aí e em cada uma de nossas localidades o tempo todo é que ainda dá ao mundo uma chance.
Exatamente por isso, queremos mexer em algumas coisas da nossa AOPA.
Você sabe exatamente o que ela faz ??? Devia saber…
Você contribui de alguma forma ??? Devia contribuir…
Você aproveita de algo que ela pode fazer por você ??? Devia aproveitar…
Mas por favor, não se sinta culpado…isso não é uma cobrança. É apenas uma constatação.
A AOPA até aqui, cumpriu exemplarmente o papel que tinha que cumprir, que era fundamentalmente garantir sua existência e sua legitimidade. Fez o que tinha que fazer e o que podia fazer, graças à determinação de alguns poucos heróis da nossa turma.
Só que os tempos são outros e as tarefas agora também são.
Nada complicado, nem tão heróico como criar a AOPA e garantir sua existência.
Os tempos são outros…no OPA e fora dele. É tempo de mudanças, menos planos e mais atitudes, menos críticas e mais soluções, menos lamentações e mais alegrias. Menos “igrejas” e mais IGREJA !!! Menos heróis e mais TURMA !!!
E esse deve ser o papel da AOPA: garantir que somos uma TURMA !!!
Ser um elemento de nossa integração. Um ponto de convergência… que promova tudo o que possa nos unir, nos alinhar, nos motivar, nos mobilizar, para que aí sim, “DE TURMA”, encararmos os inúmeros desafios desse mundo que acaba agora em 2012, mas que precisa encontrar caminhos pra recomeçar em 2013, 14, 15 e assim por diante…
E pra que tudo o que sempre acreditamos e vivemos em grupo não seja desperdiçado por aí…não é correto ignorar os chamados do mundo.
Na minha modesta opinião, esse chamado nada mais é do que Deus nos chamando pra fazer o que nos cabe.
Sobre como podemos fazer isso, conversaremos com calma ao longo desse Opa.
É nisso que eu, o Dinho e o Digão temos apostado. É isso que gostaríamos de, ao longo desse Nacional, dividir e ouvir.
Um super beijo a todos, e se Deus quiser, nos veremos no final da semana.
Que Deus seja tudo em nós.
Paz e bem…
PC Bernardes
Opista a mais de 30 anos…e Presidente em exercício da Associação do Oração Pela Arte.
Após a leitura desta mensagem fomos para uma primeira reunião dos grupos, seguindo-se o almoço, com oração através da música

“Em cada lado da estrada”, cantada por Luisinho e Digão.
No plenário da tarde cantamos e ensaiamos novas canções, seguindo para os grupos. No final da tarde tivemos pequeno ensaio de músicas para a Missa que aconteceu em seguida. No jantar, a oração feita por Paulinho Meira.
No plenário da noite, motivados pela dificuldade em operar os dois data-shows existentes, refletimos sobre as dificuldades na vida e forma de superá-las usando nossa criatividade, aprendendo a adaptar-nos ao que temos. Irala cantou e apresentou fotos (mesmo com essas dificuldades) da música “Verde, azul, sonhar”.Depois aprendemos uma nova música chamada “Xote da noite”, de autoria de Albertão, Dinho e Rodrigo Moraes e nos recordamos de Evandro… Tivemos ressonância, vimos o andamento dos grupos, avisos, lanchinho final e……BOA NOITE!
Relatório: Angela Araújo
Fotos: Pe. Irala, Geraldo Cintra, Dinho e Luisinho Vieira