Nosso dia ontem começou cheio de emoções. A missa foi logo após o café da manhã- dessa vez em homenagem a Santa Inês. Foi a despedida dos equatorianos, que nos deixou ainda de manhã. A despedida teve um sabor especial. Tudo a ver com o texto que Padre Juan leu na Ação de Graças que falava sobre saudade, sobre sentir a presença da ausência e a ausência da presença. Não tivemos plenário, foi tempo livre, deu tempo dos adolescentes recarregarem as energias das emoções da despedida. Aliás, este encontro é dos adolescentes, maior população presente neste OPA.
O plenário da tarde iniciou com mais músicas novas: “Na beirinha do Altar”, música de ofertório em forró; Caminhos e Horizontes, canção que descreve uma viagem de trem, cuja melodia parece que estamos dentro do próprio trem e “Meu artista”, que nos rendeu uma ressonância sobre o que fazemos, o que sentimos diante do que fazemos. E saiu esta frase de Mc Luhan: “Quando criamos, a única novidade é o híbrido”.
Mas o ponto alto do dia foi a noite mesmo (ô! Tivemos bastante tempo durante a tarde já que a missa foi de manhã, né?). Iniciamos o plenário do lado de fora, na salinha que margeia o varandão do refeitório (para quem conhece… aquela do lado de onde fica o povo de artes plásticas). Foi apresentado um teatro que mexeu com nossos sentidos seguindo um texto de Marilu, que falava sobre a presença de Deus no cheiro das flores, nos sons da natureza, inspirado em passagens da bíblia que falam dos sentidos. Fizemos o percurso ao redor do varandão do refeitório no escuro. Incrível o perfume daquelas plantas, que – como comentado na ressonância – passava até então despercebido por nós. Sons de passarinhos, cachorros e outros produzidos pelo grupo de teatro, que saíam do jardim central nos deram a sensação de estarmos numa … “floresta”.
Depois, o coral feminino nos levou à oração cantando uma música feita por Dinho em cima de uma letra de Renata Vilela sobre Zilda Arns. Umas 20 mulheres, de todas as gerações. “Inspiração” é o nome de outra nova canção com a qual rezamos acompanhando uma dança, cujos gestos lembravam o entrelaçar, os laços que fazemos com os amigos. A dança, inclusive, deu uma parada num momento e as meninas (ala teen) lembraram de momentos de amizade. O refrão da música coloca em destaque o termo “amizade com inspiração”.
Uma dança colocou um clima meio esotérico, de mea-luz e luzes “de discoteca” girando pelo espaço, com movimentos rápidos, explorando bem a área do plenário, com momentos de expressão em dupla, trio e grupo, dando uma ideia de confusão. Foi em cima da música “Conviver”. Uma apresentação misturando dança, teatro, recursos multimídia, computação gráfica, música, jogo de cores e luzes, intitulada “As faces da alma”, encerrou a série de orações. Todos vestiam branco e as formas, figuras geométricas projetadas na parede pareciam compor o corpo das pessoas. Às vezes, as figuras serviam como “holofote” para focalizar os atores, que recitaram um texto de Sandra Mouta. Na hora da música (também nova) as letras subiam pelo corpo das pessoas para formar as estrofes. Os efeitos da animação foram super interessantes, assim como a tecnologia utilizada.
Os “palhaços” Patati e Patata (Lucas e Leo – SSA) animaram os últimos momentos do plenário. E finalizamos o dia com a pausa inaciana, em grupos.

Apresentação mistura computação e dança. Foto: Geraldo Cintra

Os palhações Patati e Patata. Foto: Geraldo Cintra

Dança: amizade com inspiração. Foto: Geraldo Cintra

Coral feminino. Foto: Hime